Povo que sofre
“O nordestino é antes de tudo um forte”. A frase não é nova, mas dia após dia prova sua contemporaneidade. Êta povo para sofrer é essa gente nordestina, que sofre com seca, com chuva, com ventania, com pobreza, com tudo.

Quanto mais próximo nos vemos do interior, do sertão, acompanhamos mais de perto das mazelas que assolam nossos conterrâneos. Que sorte temos nós, que podemos agora estar frente a um computador, conectados à grande rede, lendo um texto sabe-se lá de quem.
Próximo a nós, há muitos que sobrevivem com menos de uma salários mínimo, com o bolsa-família ou com a ajuda-natalidade dada pelo governo. Há quem sofra ano após ano com a falta d’água, e que agora sofre tanto quanto, ou até mais, com o excesso dela. Cidades alagadas, casas destruídas, um cenário que mais parece estar longe do Ceará, do Nordeste.
O inusitado, as enchentes no lugar da seca extrema, pelo menos serve para unir o povo. Campanhas já são realizadas em vários locais de Fortaleza, de outras capitais nordestinas e até de outros Estados para ajudar as vítimas das enchentes.
O povo, acostumado com as dificuldades que não cessam, não irá desistir. Quem sobreviver, e há de ser a grande maioria, erguerá as mangas e logo que possível voltará ao batente, na tentativa de reconstruir o pouco que tinha.
E pensar que há muitas gente, que foi eleita para ajudar essa gente, que lhes vira as costas, que nada faz por eles. A realidade é injusta? Pode ser, mas é um reflexo do que criamos para nós mesmos. E o que fazer, uma denúncia, um apelo, um post? Não, muito mais. Pelos nossos, temos que fazer muito mais.
Post sem autocensura, sem edição ou revisão. Puro e simples desabafo.
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Tags: chuva, enchente, nordestino, povo, seca
maio 17th, 2009 at 18:42
[...] Artigo originalmente publicado no Prosa sem Rumo. [...]